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	<title> &#187; Artigos, Contos, Poemas, Resenhas&#8230;</title>
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		<title>Natal &#8220;das antigas&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 19:18:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Café Salão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos, Contos, Poemas, Resenhas...]]></category>
		<category><![CDATA[Multimídia]]></category>
		<category><![CDATA[Natal anos 50]]></category>

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		<description><![CDATA[A amiga Emily Dantas enviou ao blog um catatau de fotos da Natal antiga. Dentre as quais, encontramos uma que  mostra o nosso querido Edifício Bila, ao lado da Câmara Municipal da época (atual Procon-RN). É uma delícia  e também um pouco triste voltar no tempo, principalmente ao nos depararmos com casarões tão lindos que sucumbiram à especulaçã imobiliária. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=8484f976a4ef9142e5e1ba4a735a5497&amp;default=http://use.perl.org/images/pix.gif' alt='No Gravatar' width=40 height=40/><div><em> </em></div>
<div><em></em></div>
<p><em></p>
<div class="mceTemp">
<p>A amiga Emily Dantas enviou ao blog um catatau de fotos da Natal antiga. Dentre as quais, encontramos uma que  mostra o nosso querido Edifício Bila, ao lado da Câmara Municipal da época (atual Procon-RN). É uma delícia  e também um pouco triste voltar no tempo, principalmente ao nos depararmos com casarões tão lindos que sucumbiram à especulação imobiliária.</p>
</div>
<p> </p>
<div id="attachment_2150" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal81.jpg"><img class="size-medium wp-image-2150" title="natal8" src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal81-300x204.jpg" alt="" width="300" height="204" /></a><p class="wp-caption-text">Olha o Bila, apertadinho entre o Procon-RN (nesse tempo aí, era a Câmara Municipal)</p></div>
<p></em></p>
<p>(Texto de Marcílio Medeiros, publicado em <a href="http://portalliteral.terra.com.br/artigos/manoel-dantas-o-futurista-potiguar">http://portalliteral.terra.com.br/artigos/manoel-dantas-o-futurista-potiguar</a>).  </p>
<p>No dia 21 de março de 1909, há exatos cem anos, o jornalista e juiz Manoel Dantas (1867-1924), nascido em Caicó – RN, conseguiu reunir a elite da capital potiguar para assistir a palestra conferência Natal Daqui a Cinquenta Anos. Em sua fala, o orador antevia o que aconteceria à cidade em meio século, para uma platéia curiosa, que pagou para ouvi-lo, reunida no salão nobre do Palácio do Governo. Umas, efetivamente, se concretizaram, algumas além da data prevista, outras não. Ele antecipou que a televisão, a qual chamava de fotografia à distância, iria transmitir, em tempo real, espetáculos que estivessem acontecendo do outro lado do mundo. Acreditava que Natal se tornaria cosmopolita, com visitantes advindos de diversos lugares do planeta, o que vem ocorrendo com a transformação da cidade, a partir do final dos anos 90, em um dos principais destinos turísticos do Nordeste. A zona norte, separada do núcleo central pelo Rio Potengi, passaria por um processo de ocupação crescente e é, hoje, de fato, uma das áreas mais importantes de expansão urbana.A notícia ruim ficava por conta do Perigo Iminente, como ele chamava o cinturão de dunas que vai do bairro de Petrópolis até a Zona Sul (hoje, Parque das Dunas) que iria soterrar o lugar, caso nenhuma providência fosse tomada. Na época da construção da Via Costeira, avenida que margeia o Parque das Dunas, os ecologistas alegaram que, caso as obras prosseguissem, a cidade iria ser invadida pela areia. Coincidência? O que é certo é foram realizados serviços de contenção, com a instalação de cercas e recomposição da vegetação. Em maio do mesmo ano, Manoel Dantas viria, ainda, a publicar, no jornal A República, do qual era diretor, a tradução que havia feito do Manifesto Futurista, de Marinetti, lançado originalmente em 20 de fevereiro de 1909, no Le Figaro.</p>
<p><strong>Perigo Iminente</strong> - Para comemorar o centenário do evento, a editora Flor do Sal publicou a revista Perigo Iminente, contendo artigos sobre a palestra e a cidade em 1909, e projeções de escritores e jornalistas locais da Natal de 2059. A publicação traz também fotografias de Manoel Dantas, da Natal do passado e do presente, trabalhos de artistas plásticos e o fac-símile da primeira edição da palestra.</p>
<p><a href="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/capa-perigo-iminete-frente1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2142" title="Untitled-1" src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/capa-perigo-iminete-frente1-211x300.jpg" alt="Jornalistas potiguares vislumbram uma Natal do futuro. 2059 é o ano do Perigo Iminente, idealizado por Adriano de Sousa, inspirado na palestra de Manoel Dantas, em 1909" width="211" height="300" /></a></p>
<p><a href="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2143" title="natal1" src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal1-300x203.jpg" alt="Alguém aí conhece a praia de Areia Preta?  " width="300" height="203" /></a></p>
<p><a href="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal2.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2144" title="natal2" src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal2-300x204.jpg" alt="Se você acha o Aeroporto Augusto Severo pequeno hein?   " width="300" height="204" /></a></p>
<p><a href="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal3.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2145" title="natal3" src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal3-300x202.jpg" alt="Araia Preta de novo no front. Era uma das praias mais chics da cidade! " width="300" height="202" /></a></p>
<p><a href="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal4.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2146" title="natal4" src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal4-300x204.jpg" alt="Tantas árvores na avenida Rio Branco!" width="300" height="204" /></a></p>
<p><a href="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal6.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2147" title="natal6" src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal6-300x203.jpg" alt="Melhor escola, berço dos maiorais do RN. E agora, o pobre Atheneu Norte-rio-grandense padece do mal das escolas públicas. " width="300" height="203" /></a></p>
<p><a href="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal5.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2148" title="natal5" src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal5-300x203.jpg" alt="Câmara Cascudo, eterno" width="300" height="203" /></a></p>
<p><a href="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal7.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2149" title="natal7" src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal7-300x204.jpg" alt="Ai que lindas casas na avenida Deodoro da Fonseca!" width="300" height="204" /></a></p>
<p><a href="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal91.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2152" title="natal9" src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal91-300x203.jpg" alt="Avenida Circular, ou atual Getúlio Vargas " width="300" height="203" /></a></p>
<p><a href="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal11.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2154" title="natal11" src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/natal11-300x202.jpg" alt="Avenida Rio Branco" width="300" height="202" /></a></p>
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		<title>A Casa da Rosa, de Manu Albuquerque</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 21:46:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Café Salão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos, Contos, Poemas, Resenhas...]]></category>
		<category><![CDATA[Multimídia]]></category>
		<category><![CDATA[Manu Albuquerque]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia Potiguar]]></category>
		<category><![CDATA[Rosa]]></category>

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		<description><![CDATA[“O ninho onde me escondo

Não é as paredes

Nem são as luzes quentes

Do avarandado.

O meu refúgio

É o meu cercado…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=0b28c0d4ff14ac5594fec83274dfcac3&amp;default=http://use.perl.org/images/pix.gif' alt='No Gravatar' width=40 height=40/><p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="A Rosa de Manu" src="http://manucarpediem.files.wordpress.com/2009/10/rosa_orgulhosa.jpg" alt="" width="315" height="352" /></p>
<div>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">“O ninho onde me escondo</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">Não é as paredes</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">Nem são as luzes quentes</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">Do avarandado.</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">O meu refúgio </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">É o meu cercado…</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">O violão na sala,</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">Os pingentes púrpura</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">Na janela</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">E o voil branco</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">A dançar com o vento</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">O meu livro de cabeceira</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">Meus amigos no tapete</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">Os brinquedos pelos cantos</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">A risada do meu menino</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">Minhas flores</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">Minhas lembranças</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">Minhas dores.</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">A minha casa lembra</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">A redoma da rosa</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">Do Petit Prince*.</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">A minha casa</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #ff6600;">É meu pequeno jardim.” </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #ff6600;">Manu Albuquerque</span></strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span style="color: #ff6600;"><br />
</span></strong></em></p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: right;"><em><span style="color: #993300;">*Referência à Rosa orgulhosa do Livro </span><strong><span style="color: #993300;">O Pequeno Príncipe</span></strong><span style="color: #993300;"> de Saint Exupéry.</span></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #993300;"><strong>Leia +</strong> <a href="http://www.manucarpediem.wordpress.com">www.manucarpediem.wordpress.com</a></span></em></p>
<p style="text-align: right;"><em><span style="color: #993300;"> </span></em></p>
</div>
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		<title>Fragmentos &#8211; O caminho de comprar livro</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 05:02:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Café Salão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos, Contos, Poemas, Resenhas...]]></category>
		<category><![CDATA[Multimídia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Potiguarando]]></category>
		<category><![CDATA[Ribeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Correia Torres Neto

"Ainda lembro, no encantamento de minha juventude, de quando descia para a Ribeira em busca das novidades da Livraria Clima. Saía do colégio de bolsa nas costas e sol a pino. Descia a ladeira do Baldo embalado pelos gestos falsos da gravidade que mostrava a sua verdadeira intenção quando eu passava por baixo do viaduto e subia pela Rio Branco"...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=0b28c0d4ff14ac5594fec83274dfcac3&amp;default=http://use.perl.org/images/pix.gif' alt='No Gravatar' width=40 height=40/><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px"><img class=" " title="Rua Dr. Barata - Ribeira, Natal/RN" src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/05-NATAL-NO-PASSADO-IMAGEM-30-03-2009-1.jpg" alt="Rua Dr. Barata" width="520" height="325" /><p class="wp-caption-text">Rua Dr. Barata - Ribeira, Natal/RN</p></div>
<div id="_mcePaste"><strong><span style="color: #800000;">Por José Correia Torres Neto</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #800000;"><br />
</span></strong></div>
<div id="_mcePaste" style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">Ainda lembro, no encantamento de </span><span style="color: #800000;">minha juventude, de quando descia para a Ribeira em busca das novidades da Livraria Clima. Saía do colégio de bolsa nas costas e sol a pino. Descia a ladeira do Baldo embalado pelos gestos falsos da gravidade que mostrava a sua verdadeira intenção quando eu passava por baixo do viaduto e subia pela Rio Branco.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><br />
</span></div>
<div id="_mcePaste" style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">O cansaço esticava em légua e meia a ladeira ingrata. A calçada da esquerda era a que me proporcionava a melhor visão do majestoso e esquecido prédio da TVU. Dava uma paradinha no Cinema Nordeste para ver os cartazes das matinês e encontrava, vez por outra, alguma loira de olhar sedutor em uma posição meio desinibida que escondia seus fartos seios com as mãos, resguardando-se por trás do vidro da vitrina.Voltava a Rio Branco e aproveitava para cortar caminho pelas ruas posteriores ao Churchill para ouvir a melancólica poesia que as pedras desalinhadas dos antigos calçamentos me segredavam. Atravessava correndo a Junqueira Aires até parar na calçada da Capitania.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><br />
</span></div>
<div id="_mcePaste" style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">As brechas da velha fachada sem cor, juntamente com os restos das pequenas construções que se avizinhavam, deixavam-me encarar, do outro lado do nada, o rio Potengi. Num pulo já estava no pátio da rodoviária. O ruge-ruge de pessoas e ônibus era o prenúncio do partir e do chegar. Velhos, crianças, feirantes, cestos de frutas, feijão, galinhas amarradas pelos pés, vendedores de amendoim, cobradores e seus trocados por entre os dedos, motoristas e seus cafés, apitos de fiscais. Era um sem-fim de imagens em breves segundos. Ônibus de porta de manivela esperavam malas, bagagens e bagulhos que se entocavam um a um em seu subsolo. Meu passo sem medo cortava as plataformas dos intermunicipais e dos interurbanos. Alguns homens e mulheres sem-destino olhavam aquele reboliço em busca de alguns trocados ou, com um pouco de sorte, um trago a mais.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><br />
</span></div>
<div id="_mcePaste" style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">Entrava na Dr. Barata em busca da Livraria Clima. Ainda na porta procurava as estantes do lado esquerdo. Lá findavam as minhas buscas. Cheguei a passar horas folheando os livros e procurando aqueles que se encaixavam com a mesada semanal. Esbaldava-me com tantos livros. Foi lá que conheci as letras de Alex Nascimento (Quarta-feira de um país de cinzas) , Celso da Silveira (50 glosas sacanas), Tarcisio Gurgel (Os de Macatuba), Deífilo Gurgel (Os dias e as noites), Waldir Reis (Nós sofre, mas nós glosa), José Alexandre Garcia (Acontecência e tipos da Confeitaria Delícia) e tantos outros escritores.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><br />
</span></div>
<div id="_mcePaste" style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">Amealhei alguns trocados economizando no lanche escolar, para conseguir comprar alguns livros. Hoje, quando passo em frente da antiga Clima, sinto a saudade do trajeto Alecrim-Ribeira. Sinto que minha disposição já não é a mesma e não consigo mais ver as estantes do lado esquerdo onde me encantavam o buscar e o revirar livros. A velha rodoviária ainda permanece com aquele cheiro de esquecimento. Nunca deixará de ser velha. Talvez por já ter nascido assim.Enfileirados em minha estante descansam os antigos exemplares. Guardam o meu carinho e alguns segredos em suas letras. As folhas soltas, marcadas, relidas, fazem um trajeto que nunca sairá de minhas lembranças.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><br />
</span></div>
<div id="_mcePaste" style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">Uma lembrança que nunca será substituída&#8230;</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">* Visite o blog <strong><a href="http://potiguarando.blogspot.com/" target="_blank">POTIGUARANDO</a>!</strong></span></div>
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		<title>OFERTÓRIO, um poema em oferenda ao CAFÉ SALÃO&#8230;</title>
		<link>http://www.cafesalao.com/ofertorio-poema-de-civone-ao-cafe-salao.html</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 02:41:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Café Salão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos, Contos, Poemas, Resenhas...]]></category>
		<category><![CDATA[Multimídia]]></category>
		<category><![CDATA[15 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Allan Talma]]></category>
		<category><![CDATA[Café Salão]]></category>
		<category><![CDATA[Civone Medeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Escrituras Sangradas]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Nalva Melo]]></category>
		<category><![CDATA[Performances]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[...Um poema que nasceu no que a poeta define como o Coração Pulsante da Ribeira: o Café Salão! Entre vários outros escritos que a com/vivência com espaço e as pessoas que o fazem e o frequentam a inspiraram e inspiram. Eis uma pitada, aperitivo, ou melhor, uma colher de café de poesia como prévia de mais ainda que vem por aqui, no Blog e no próximo evento da Retrospectiva 15 Anos! Começa assim: "Te ofereço meu café amargo, para que possas distinguir o agridoce de meus beijos cálidos"...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=0b28c0d4ff14ac5594fec83274dfcac3&amp;default=http://use.perl.org/images/pix.gif' alt='No Gravatar' width=40 height=40/><div style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"><img class="size-full wp-image-1549      aligncenter" title="Civone e Escrituras Sangradas no Café Salão, em 29 de Outubro... Agende-se!" src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/escrituras_sangradas_livro_02_civone_postpoema_Ofertório.jpg" alt="Arte de Allan Talma para o Livro #2 das Escrituras Sangradas ~ Poemas de Civone Medeiros numa parceria com o Café Salão e ICAP [Instituto Cultural e Audiovisual Potiguar]... AGUARDEM!" width="299" height="338" /><em>Arte de <strong>Allan Talma</strong> para o Livro #2 das Escrituras Sangradas ~ Livros de Poemas de Civone Medeiros.</em></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #993300;"> </span></div>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"> OFERTÓRIO</span></h3>
<h4><span style="color: #800000;">TE OFEREÇO MEU CAFÉ AMARGO<br />
Para que você possa distinguir o agridoce de meus beijos cálidos<br />
TE OFEREÇO MINHA EBRIEDADE<br />
Para que você possa gozar de minha lúdica lucidez<br />
TE OFEREÇO MEU ORGASMO SILENTE<br />
Para que ouça os gemidos e gritos estridentes de minh&#8217;alma<br />
TE OFEREÇO MINHAS LÁGRIMAS DE GOZO<br />
Para nosso sexo ser humano<br />
Prazeroso<br />
TE OFEREÇO DO MEU VINHO UM TRAGO<br />
Trago do cigarro<br />
TE OFEREÇO UM POUCO<br />
Trago um desejo louco<br />
De sorver-te&#8230;<br />
Não posso me dar toda<br />
TE OFEREÇO DE MIM UM POUCO<br />
TE OFEREÇO UM TRAGO DO MEU CORPO <br />
  Um trago<br />
TE OFEREÇO MEU OLHAR VENENOSO<br />
Para que descubra a cura no meu riso solto<br />
TE OFEREÇO MINHA DISPLICÊNCIA<br />
Para te lembrar que nem sempre as boas coisas da vida guardamos</span></h4>
<h4><span style="color: #800000;">ENTÃO, TE OFEREÇO UMA CHANCE:<br />
Receba o que te ofereço<br />
E de quebra,<br />
NÃO ME ESQUEÇA!</span></h4>
<h4 style="text-align: right;"><span style="color: #800000;"><em><span style="color: #ff6600;"><strong>civone medeiros</strong></span></em></span></h4>
<h1 style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><em><span style="color: #ff6600;"><em>Vem aí &gt;</em></span><img class="size-medium wp-image-1548 alignnone" title="15 anos Café Salão em Outubro Literário! " src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/civone_escrituras_anuncio-post_01-300x233.jpg" alt="15 anos Café Salão em Outubro Literário! " width="300" height="233" /> </em></span></h1>
]]></content:encoded>
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		<title>Do esmalte ao vernissage</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 12:26:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Café Salão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos, Contos, Poemas, Resenhas...]]></category>
		<category><![CDATA[Multimídia]]></category>

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		<description><![CDATA["A relação entre Nalva Melo e a beleza começou aos 16 anos, como manicure. Entre uma unha e outra, dava uma ajudinha a cabeleireira do salão em que trabalhava. Um belo dia usou a irmã como cobaia e fez um corte a la anos 80, “um lado curtinho e o outro chanel”.  Olha o texto lindo que Marcílio Amorim escreveu sobre Nalva (na foto com o filho Yuri). 
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			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=0b28c0d4ff14ac5594fec83274dfcac3&amp;default=http://use.perl.org/images/pix.gif' alt='No Gravatar' width=40 height=40/><div id="attachment_1354" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/yuri.jpg"><img class="size-full wp-image-1354" title="yuri" src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/yuri.jpg" alt="Nalva Melo e seu filhão Yuri" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Nalva Melo e seu filhão Yuri</p></div>
<p>Matéria publicada no conceituado jornal TRIBUNA DO NORTE, no caderno Viver.</p>
<p>O texto é do jornalista Marcílio Amorim</p>
<p>&#8220;A relação entre Nalva Melo e a beleza começou aos 16 anos, como manicure. Entre uma unha e outra, dava uma ajudinha a cabeleireira do salão em que trabalhava. Um belo dia usou a irmã como cobaia e fez um corte a la anos 80, “um lado curtinho e o outro chanel”.</p>
<p>Uma cliente logo quis saber quem fez aquele corte. Queria um igual. A proprietária do salão apontou para uma cabeleireira experiente. Todos os funcionários a olharam com censura e ela acabou admitindo ser Nalva a autora do corte. “Eu quero ela!” disse a cliente sem pensar. Então Nalva começou. De lá para cá muita coisa mudou.</p>
<p>Hoje Nalva vai além das madeixas. O seu Nalva Melo Café Salão, montado no coração do bairro histórico da Ribeira está além da estética e da vaidade, lá tem cultura. “A história do salão com a cultura começou em 95, quando conheci Marcelus Bob. Ele precisava de tintas para pintar muros e paredes da rua Chile”, relembra Nalva.</p>
<p>A aproximação virou entrelaço e para comemorar o “casamento” da cultura com a beleza, o ano de 2009 vem sendo marcado por diversos eventos alusivos aos 15 anos de existência. Na noite de hoje celebra-se a primeira vez. Em novembro de 1998 foi aberta a I Mostra Coletiva de Artes Plásticas, com a participação de oito artistas. Era o primeiro evento realizado no até então “Nalva Cabelos &amp; Beleza”. Jota Medeiros, Marcelus Bob, Guaraci Gabriel, Marcelo Fernandes, Zaia, Dickson Tavares, Wendel Gabriel e Pedro Pereira repetem o encontro com obras inéditas e uma performance ao vivo. Logo mais, a partir das 20h, os artistas abrem oficialmente a II Mostra Coletiva de Artes Plásticas, ocasião em que apresentarão a exposição permanente que terá a marca dos 15 anos do Café Salão.</p>
<p>O vernissage, marcado para 20h, é aberto a todas as pessoas que gostam de artes e desejam conferir uma obra inédita, concebida especialmente para o aniversário do espaço que representa um marco na Ribeira. Além da mostra permanente, os artistas também apresentam trabalhos individuais que compõem a II Mostra Coletiva propriamente dita, ou seja, o material que estará disponível para venda.</p>
<p>A adesão ao convite de Nalva Melo para o reencontro dos oito artistas foi imediata. “Todos aceitaram prontamente, o que me deixou lisonjeada e feliz. Acho que vai ser um momento lindo. A melhor parte será a performance ao vivo, com a assinatura de todos”, empolga-se. O escultor Guaraci Gabriel assina a concepção da mostra permanente, com um proposta de inspiração voltada para as deusas da beleza da mitologia greco-romana.</p>
<p>“Nalva é uma batalhadora, nós artistas devemos muito à sua sensibilidade. Ela merece todo o nosso empenho para deixar este espaço ainda mais valorizado”, declarou. Ele e seu filho Wendel Gabriel, que na época da primeira exposição era um menino de oito anos, são escultores do mundo e expõem em bienais Brasil afora. A mostra de logo mais também contará com a participação especial do artista plástico Pedro Pereira. Há alguns anos, o artista sofreu um AVC e ficou com algumas seqüelas físicas, mas sua produção continua irretocável.</p>
<p>“Estou achando fantástica a ideia de fazer uma obra coletiva de uma maneira em que cada artista trabalha despreocupado, com seu ego vazando e a criatividade fluindo”, ele se refere ao fato de que a obra se caracteriza por reunir todos em torno de um mesmo tema&#8221;.</p>
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		<title>Carinho dos amigos que moram fora</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 12:02:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Café Salão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos, Contos, Poemas, Resenhas...]]></category>
		<category><![CDATA[Multimídia]]></category>
		<category><![CDATA[Nalva Melo]]></category>

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		<description><![CDATA[Nalva é amada, idolatrada e os amigos que moram longe morrem de saudades!!! Confiram o que o fashionista Nestor Mádenes escreveu em seu blog... e os elogios da jornalista Gladis Vivane para o look "rosso" de Nalva Melo. Aliás, quem quiser copiar o visual de Nalva, é só pedir. 
"Um grande espaço :: magnífico, criativo, mágico ...
Uma grande amiga :: inteligente, guerreira, talentosa ...
E nesta casa muito engraçada e rica de histórias, vivi uma parte de minha vida ..." by Nestor. 


]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=0b28c0d4ff14ac5594fec83274dfcac3&amp;default=http://use.perl.org/images/pix.gif' alt='No Gravatar' width=40 height=40/><div class="wp-caption alignnone" style="width: 265px"><img class=" " src="http://www.saltoagulha.com/wp-content/uploads/2009/08/nalva2-255x300.jpg" alt="" width="255" height="300" /><p class="wp-caption-text">No blog Salto Agulha, Gladis Vivane elogia o look de Nalva Melo e ainda afirma que a melhor cabeleireira do mundo é a dela!!</p></div>
<p>Nalva é amada, idolatrada e os amigos que moram longe morrem de saudades!!! Olha aí o que o fashionista Nestor Mádenes escreveu em seu blog&#8230; <a href="http://s7yling.blogspot.com/2009/07/meus-15-anos.html">http://s7yling.blogspot.com/2009/07/meus-15-anos.html</a></p>
<p>E a belíssima e inteligente Gladis Vivane manda ver nos elogios. Confira no Salto Agulha (<a href="http://www.saltoagulha.com/sintonia/comment-page-1/#comment-102">http://www.saltoagulha.com/sintonia/comment-page-1/#comment-102</a>).</p>
<p> </p>
<p>(esse é do Nestor).</p>
<p>Terça-feira, 28 de Julho de 2009<br />
MEUS 15 ANOS !<br />
 <br />
Um grande espaço :: magnífico, criativo, mágico &#8230;<br />
Uma grande amiga :: inteligente, guerreira, talentosa &#8230;<br />
E nesta casa muito engraçada e rica de histórias, vivi uma parte de minha vida &#8230;<br />
Todos os grandes amigos potiguares conheci e conquistei no salão mais elegantxe que já vi &#8230;<br />
Hoje debuta e agora ressalta uma maturidade que mesmo longe, não deixo ainda de esquecer &#8230; como te esquecer Nalva Melo &#8230; como não lembrar de tantas coisas juntos &#8230; sinto o sabor do café, o aroma dos livros, o acústico das vozes, o bater da porta de ferro, o silêncio bucólico de uma avenida em plena Ribeira &#8230; um pedaço da Europa no Brasil &#8230; uma tesoura que corta sem parar !<br />
Oh destino ?! porque me fizeste tomar outro rumo ??!<br />
Oh saudade ?! porque dói tanto e me faz chorar assim &#8230;</p>
<p>Parabéns Minha Amiga !!!</p>
<p>Você é dona do mais chic e maior Espaço Cultural do Rio Grande do Norte !</p>
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		<title>&#8220;Thanks&#8221;, obrigada pela crítica no Menu Cultural</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 10:37:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Café Salão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos, Contos, Poemas, Resenhas...]]></category>
		<category><![CDATA[Multimídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante esses 15 anos de existência, Nalva Melo contribuiu para a cena cultural potiguar, em seu salão a visionária Nalva sempre promoveu eventos culturais e dinamizou o boêmio bairro da Ribeira, recebendo artistas e projetos no seu espaço. (do blog Menu Cultural). ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=0b28c0d4ff14ac5594fec83274dfcac3&amp;default=http://use.perl.org/images/pix.gif' alt='No Gravatar' width=40 height=40/><p><strong><span style="COLOR: #ff6600"></p>
<div id="attachment_1287" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/DSC_117210.JPG"><img class="size-full wp-image-1287" title="DSC_1172" src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/DSC_117210.JPG" alt="Marcelus Bob em ação, na foto de Rodrigo Sena" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Marcelus Bob em ação, na foto de Rodrigo Sena</p></div>
<p>Olha que crítica especial foi publicada no blog Menu Cultural.  Nós fomos lá e pescamos a notícia!! Devidamente autorizados, claro.</p>
<p></span></strong></p>
<p><strong><span style="COLOR: #ff6600"><a href="http://menuculturalnatalrn.blogspot.com/2009/07/radar-cultural_30.html">http://menuculturalnatalrn.blogspot.com/2009/07/radar-cultural_30.html</a>  </span></strong></p>
<p><strong><span style="COLOR: #ff6600">&#8220;15 anos do Nalva Melo Café Salão&#8221;</span></strong></p>
<div><strong>Durante esses 15 anos de existência, Nalva Melo contribuiu para a cena cultural potiguar, em seu salão a visionária Nalva sempre promoveu eventos culturais e dinamizou o boêmio bairro da Ribeira, recebendo artistas e projetos no seu espaço.<br />
Na quinta-feira (31 de agosto de 2009), Nalva recebeu o público para II exposição coletiva dos 8 artistas plásticos de peso na cidade, a exposição era comemorativa aos 15 anos do Café-Salão. </strong></div>
<div><strong>O clima era de reencontro, a imagem que tínhamos era de que velhos amigos reencontravam-se de forma descontraída. Sob outro olhar, percebemos a importância do encontro, da homenagem à produção artística potiguar e até mesmo do conhecimento dos artistas pelo público, até então para muitos ali presentes, aqueles artistas eram figuras desconhecidas da cidade.</strong></div>
<div><strong>Além das obras individuas espalhadas pelo Café-Salão, o ato de comemoração foi marcado com uma grande obra, um quebra-cabeça, em que cada artista pintou uma &#8220;peça&#8221;, formando a Vênus em uma original composição. Nalva se referiu a cada artista para montar a imagem, que será exposição permanente no espaço, inspirada no quadro &#8220;O nascimento de Vênus&#8221; do mestre Sandro Botticelli (1446-1510). </strong></div>
<div><strong>Em clima de confraternização, estavam presentes alguns nomes ilustres da cultura natalense, como a artista Civone Medeiros, que com sua notável espontaneidade nos falou um pouco sobre seus futuros trabalhos (que vão paralisar Natal, aguardem!) e sobre a relevância da exposição dos artistas após 12 anos do primeiro encontro, promovido por Nalva. </strong></div>
<div><strong>Iniciativas como essas precisam ser levadas ao grande público, o &#8220;conhecer&#8221; e o &#8220;redescobrir&#8221; a nossa arte, é o primeiro passo para a valorização cultural e construção de uma identidade potiguar. Afinal, ficou claro no Café-Salão que a nossa terra possui talentos e que precisam ser mostrados e reconhecidos. O Menu Cultural parabeniza a iniciativa da cabeleireira e agente cultural Nalva Melo.</strong></div>
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		<title>Mulher que faz a cabeça</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 17:03:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Café Salão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos, Contos, Poemas, Resenhas...]]></category>
		<category><![CDATA[Multimídia]]></category>
		<category><![CDATA[Nalva Faz Minha Cabeça!]]></category>
		<category><![CDATA[Nalva Melo]]></category>

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		<description><![CDATA[Confira o que a jornalista Sheyla Azevedo (foto) escreveu sobre Nalva Melo, material publicado na revista Pose, uma bem bolada iniciativa de Sheyla e do repórter-gato Cristiano Félix (TV Ponta Negra). Desculpa aí, Cristiano, depois daquele ensaio na revista, é difícil não resistir aos elogios... Bem, agradecemos à Sheyla por ter enviado o arquivo, que ora publicamos nesse bem bolado BLOG.   ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=0b28c0d4ff14ac5594fec83274dfcac3&amp;default=http://use.perl.org/images/pix.gif' alt='No Gravatar' width=40 height=40/><p style="text-align: left;"><strong>Por Sheyla Azevedo. Publicado na </strong><strong> edição 2008 da revista POSE.</strong></p>
<p><strong><img class="size-full wp-image-852   alignleft" title="sheilinha" src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/sheilinha.jpg" alt="A jornalista Sheyla Azevedo é uma fofa que escreveu maravilhas a respeito da de Nalva Melo (ou será Fada Melo). Achamos por bem publicar uma foto da autora do texto, em vez da personagem central, para que quem ainda não a conhece, passe a reconhecê-la nas ruas e lhe pedir autógrafos!!" width="320" height="240" /> </strong></p>
<div>
<dl id="attachment_852" style="width: 363px; height: 76px; text-align: justify;"><a href="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/sheilinha.jpg"></a> A jornalista Sheyla Azevedo é uma fofa que escreveu maravilhas a respeito de Nalva Melo. Achamos por bem publicar uma foto da autora do texto, em vez da personagem central, para as pessoas que ainda não a conhecem passem a reconhecê-la nas ruas e lhe pedir autógrafos!!</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">Ninguém sai ileso do salão de Nalva Melo, 38. Que na verdade é meio salão e meio café. Só para início de conversa, porque, na verdade, o <strong>Nalva Melo Café Salão</strong> é uma espécie de vitrine da tão sonhada revitalização da Ribeira. É também um reduto, um espaço aberto para várias manifestações artísticas. Por lá, já passaram shows de rock, peças de teatro, recitais, MPB, mercado alternativo, exposição de Artes Plásticas e ainda tem muito mais para acontecer. E tudo isso pode se resumir a um nome: a própria Nalva. Um misto de mãe, mulher descolada e dona do próprio nariz, profissional inventiva, pessoa inquieta, aquariana desprendida, empreendedora (não se considera empresária) e o que mais vier e der na telha. E a fonte parece longe de se esgotar. Se Nalva Melo que é tanta coisa ao mesmo tempo, pudesse ser resumida, certamente a expressão poderia ser “um turbilhão de idéias e muita vontade de fazer acontecer”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">Ufa? Não. Conhecer o trabalho de Nalva, sentar pra bater papo, compartilhar idéias, ouvir e falar são coisas que não combinam com cansaço. Muito pelo contrário, há sempre um cantinho onde se pode aconchegar e ouvir cada vez mais. Nalva, ou Nalvinha como é mais chamada pelos amigos próximos, pensou um dia em ser professora. Sim, ela fez Magistério no Kennedy. Mas quis o destino – ou quem sabe quis ela própria – que, em 1988 ela fosse trabalhar num salão de beleza como manicure. Já arriscava cortar cabelo da família e tinha ali naquele lugar uma boa oportunidade de começar a fazer a cabeça das pessoas. Como em quase tudo na vida, autodidata, em certo momento ela fez uma verdadeira “revolução” no cabelo da irmã. Uma cliente do salão gostou e pediu pra fazer igual. Pronto, nascia ali a cabeleireira. Mas não era o bastante. Dois anos depois, após trabalhar numa campanha eleitoral, Nalva foi trabalhar na TV Tropical acumulando as funções de maquiadora e operadora de Telepronter. Mais uma vez ela arriscava: “Eu sabia onde botava o batom e o rímel (risos). O resto fui aprendendo”. Pouco tempo depois já acumulava três funções. “Minha formação se deu numa cadeira de cabeleireira, muita troca de informações, leituras e pesquisas. Acho que acabei me formando um pouco em Sociologia Urbana”.</span></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">Há quase 15 anos (as festas de début do Salão começarão agora em dezembro e vão até fevereiro de 2009), ela foi uma das pioneiras em decidir abrir um negócio no coração da Ribeira. Decisão essa que, em parte, foi uma das responsáveis por trazer de volta pessoas para circular num dos bairros mais tradicionais, históricos e não vamos negar, abandonados da cidade. Era uma decisão arriscada. Sabia que poderia perder algumas clientes, digamos, de pouca sensibilidade para um lugar tão vintage como aquele. Risco que deu certo. Com o Nalva Melo Café Salão, Nalvinha passou a conviver mais com artistas, boêmios, gente alternativa e, sobretudo, aberta a novas possibilidades. </span></div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"> </span></div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">Sabendo perceber quais as necessidades dos clientes, fossem eles caretas ou mais arrojados, o contato com artistas como Marcelus Bob &#8211; que ela conheceu quando ele foi até seu Salão pedir uma ajuda para pintar um mural na Rua Chile – depois Otávio, Guaraci Gabriel (entre muitos outros que ela sempre faz questão de citar e creditar as ajudas e toques que foi recebendo ao longo da carreira), foram logo lhe inspirando idéias. E em 2000, a veia artística despertou de vez e a moça desenvolveu perucas de sisal. “A Civone (Medeiros, uma artista multi-mídia) me mostrou uma foto de um cabeleireiro de Viena, na qual havia uma arte em computação gráfica que fazia alusão ao ano 2000. Aí eu pensei, quero fazer algo parecido. Então perguntei ao Guaraci como eu poderia fazer uma estrutura que fizesse base para a cabeça, ele deu uns toques. O Otávio me levou até São Gonçalo do Amarante, onde havia um senhor que cultivava e extraia e tecia as fibras do sisal. Fiz a peruca com o número 500, aludindo aos quinhentos anos do Brasil”. A idéia deu tão certo que Nalva foi parar em Viena na Áustria, fazendo parte de uma exposição que fazia referência ao Brasil, organizado e produzido por Civone Medeiros. E o que era uma experimentação e, de certa maneira, uma aventura, acabou ficando sério: “Me deram uma carta de referência reconhecendo-me como artista e ainda recebi um salário que era maior do que o valor que eu consegui reunir para poder viajar”, brinca.</span></div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"> </span></div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">Suficiente? Jamais. Depois dessa experiência internacional, Nalva Melo também já participou de três produções cinematográficas como maquiadora (Viva o Cinema Brasileiro, de Buca Dantas e os dois filmes do Moacir de Góes, com texto de Padre Marcelo Rossi). Paralelamente, nunca deixou de arrumar noiva, mãe de noiva, madrinha, debutante, cabelo de madame, cabelo de artista, campanhas publicitárias premiadas e campanhas políticas (tem no currículo e nas mãos o rosto da Governadora Wilma de Faria e recentemente fez, com uma nova técnica aprendida no Sudeste do país, a maquiagem da deputada federal e candidata à prefeita de Natal, Fátima Bezerra). E ainda tem tempo de tomar cafezinho ou cerveja no seu local de trabalho, fidelizando sua clientela como uma verdadeira anfitriã.</span></div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">Atualmente está debruçada em mais um projeto desafiador: O Visagismo. Um misto de air-brush (ou aerografia, uma pintura desenvolvida para ser usada, principalmente em maquiagem para TV digital e artística) e fotografia. “Quero ganhar o mundo com essa nova técnica”, diz. A idéia que vem inspirando suas pesquisas e busca por resultados é pintar o corpo de um modelo e o camuflar na paisagem. E, para que isso se concretize, ela quer também aprender um pouco de técnicas de fotografia. “Porque eu mesma quero fotografar os modelos maquiados e em total consonância com a paisagem”, revela, sem esconder que cada idéia é “um desafio, por vezes até doloroso”, mas também um “barato” quando passa a acontecer. “Sou persistente. Desistir nunca. No máximo o que faço é adiar”.</span></div>
<p><span style="color: #000033;"><strong><span style="color: #800000;">Espaço das Artes</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;">De alugado, o prédio passou a ser próprio há alguns anos. Conquista que faz os olhos brilhar. De dia está mais voltado para o salão, à noite, vira um reduto para as artes. Ela lembra que quando o músico e compositor, Marcelo Camelo, conheceu o lugar, ficou encantado. E ainda saiu com essa: “Poxa, como é que no Rio não tem um lugar como esse?”. Melhor comentário impossível, para a dona que considera o local mais sua casa que a própria casa onde mora em Pirangi, no litoral sul da Grande Natal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000033;"><span style="color: #800000;">Se parece que já basta, vai mais alguns detalhes sobre essa moça multicor e multifacetada: Nalvinha também é mãe de Yuri e faz questão de frisar que ele é sua melhor produção e criação, já que o sente como um “companheiro” que nasceu junto com seus sonhos. Falando em sonhos, quer adotar um outro filho dentro em breve. Adora uma cervejinha. Faz aniversário em 14 de fevereiro. Acha meio sem graça 39 anos e já está esperando os 40 com a ansiedade que a maturidade ainda lhe reserva. Escreve. Mas ainda é segredo que não conta pra ninguém. Mas, vai uma palhinha do seu pontencial, no texto-poema que ela mesma criou para a divulgação do seu portifólio:</span> <strong><em><span style="color: #ff9900;">“A maquiagem tem brilho seco / em alguns tops estofos / nalgumas beldades benemerentes / tem cheiro e cor noutras crias creia / cria almas personas personagens personalizam personalidades / num mundo inexaurível / onde encerro sonhos”.</span></em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000033;"><strong><span style="color: #ff00ff;">A T U A L I Z A D O    P O R     E L I A D E    P I M E N T E L</span></strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Edifício Bila &#8211; &#8220;O bom filho retorna à Ribeira&#8221;</title>
		<link>http://www.cafesalao.com/652.html</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 23:37:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Café Salão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Nalva Melo Café Salão]]></category>

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		<description><![CDATA[Edifício Bila, por Guto de Castro 
Outro dia recebi um convite do poeta e multimídia, Raimundo Pedro, figura das mais interessantes desta velha Ribeira Guerra para escrever algumas linhas sobre obras de restauração do Edifício Bila. E logo eu que não gosto de conversar... pouco. Aliás, quando entro no asssunto pago para não sair. Mas, com penas das crianças que certamente irão ao evento de inauguração do Bila, poupei o verbo e citarei a seguir alguns trechos do poetinha Vinícius de Moraes sobre o retorno à antiga edificação, à casa materna. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=0b28c0d4ff14ac5594fec83274dfcac3&amp;default=http://use.perl.org/images/pix.gif' alt='No Gravatar' width=40 height=40/><p><a href="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/bila1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-651" title="bila1" src="http://www.cafesalao.com/wp-content/uploads/bila1.jpg" alt="bila1" width="128" height="96" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 14.25pt; text-align: left; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="left"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"> </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 14.25pt; text-align: left; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="left"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 14pt; color: #c00000; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;">Edifício Bila, <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>por Guto de Castro</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 14.25pt; text-align: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 14pt; color: #c00000; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;">No texto &#8220;O bom filho retorna à Ribeira&#8221;, o jornalista Guto de Castro descreve seus sentimentos com relação ao edifício que se tornou um símbolo da &#8220;revitalização&#8221; do bairro histórico. Em tempo, Guto escreveu o texto à época da inauguração no &#8220;novo&#8221; Bila, há três anos. </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 14.25pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="font-size: 14pt; color: #c00000; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">&#8220;Outro dia recebi um convite do poeta e multimídia Raimundo Pedro, figura das mais interessantes desta velha Ribeira Guerra, para escrever algumas linhas sobre obras de restauração do Edifício Bila. E logo eu que não gosto de conversar&#8230; pouco. Aliás, quando entro no asssunto pago para não sair. Mas, com penas das crianças que certamente irão ao evento de inauguração do Bila, poupei o verbo e citarei a seguir alguns trechos do poetinha Vinícius de Moraes sobre o retorno à antiga edificação, à casa materna.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 14.25pt; text-align: left;" align="left"><span style="font-family: Calibri;"><span style="font-size: 14pt; color: #c00000; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">”Há, desde a entrada, um sentimento de tempo na casa materna. As grades do portão têm uma velha ferrugem e o trinco se oculta sob o lugar que só a mão filial conhece. O jardim pequeno parece mais verde e úmido que os demais, com suas palmas, tinhorões e samambaias que a mão filial, fiel a um gesto de infância desfolha ao longo da haste”. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 14.25pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="font-size: 14pt; color: #c00000; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Penso que voltar à Ribeira seja sempre esse retorno à casa materna. É como encontrar a infância há muito perdida. É reviver antigas lições narradas pelos nossos avós, pelo tempo e uma gente muito boa que partiu dessa para uma outra Ribeira muito além da nossa mais fértil imaginação. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 14.25pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="font-size: 14pt; color: #c00000; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">E quando olho a cidade alargada nos seus quadris, vitima dessa gravidez urbana sem planejamento, sinto uma dor infinita. Há tanta gente esquisita, tanta gente falando o que não compreendo. Em Ponta Negra, por exemplo, a gente tem que falar inglês para pedir “ginga com tapioca” ao dono da bodega. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 14.25pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="font-size: 14pt; color: #c00000; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">No meio dessa Torre de Babel, que virou Natal, encontro pessoas preocupadas em preservar a memória potiguar. Esses heróis da resistência estão “rehabitando” a Ribeira. E isso é bom para o bairro e para a alma da cidade. Para servir os moradores, chegarão as lideranças, as padarias, as sorveterias, as confeitarias, os sapateiros, os dentistas, os médicos, a Lan House – enfim, uma série de serviços que outrora saíram daqui. Quem sabe não recuperamos nossas velhas e mais autênticas origens. A verdadeira origem de um ser potiguar. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 14.25pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="font-size: 14pt; color: #c00000; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>É bom voltar a morar na Ribeira, passear na Cidade Alta. Quem sabe voltar a assistir a filmes no antigo cinema Nordeste, Rio Grande e comer um picado com cuscuz na feira do Alecrim no dia de sábado. A vida para os lados adiante, aonde a cidade vem devorando dunas e rios, não está essa coca-cola toda. E chique mesmo é morar na Ribeira como se morava docemente nos tempos mais antigos, pelos séculos e séculos atrás, amém. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 14.25pt; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 14pt; color: #c00000; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;">Que Deus abençoe a todos que estão regressando à casa materna&#8221;. <strong>(Guto de Castro).</strong>  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 14.25pt; text-align: left;" align="left"><span style="font-size: 14pt; color: #c00000; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="color: #0000ff;">A T U A L I Z A D O  P O R    E L I A D E    P I M E N T E L </span></span></span></p>
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		<title>Beleza é mais do que aparência</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 21:30:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Café Salão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos, Contos, Poemas, Resenhas...]]></category>
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		<description><![CDATA[Personalidade e atitude também nos fazem parecer mais bonitos...

Aproveitando o tema beleza, postamos este artigo de Rogério Schlegel, publicado na revista Vida Simples...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img style='float: left; margin-right: 10px; border: none;' src='http://www.gravatar.com/avatar.php?gravatar_id=0b28c0d4ff14ac5594fec83274dfcac3&amp;default=http://use.perl.org/images/pix.gif' alt='No Gravatar' width=40 height=40/><p style="text-align: left;"><span style="color: #ff3300; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;"><strong>Aproveitando o tema beleza, postamos o artigo a seguir, publicado na revista Vida Simples. </strong></span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #ff3300; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #ff3300; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #ff3300; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #ff3300; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="color: #800000;">Beleza é mais do que aparência</span></strong></span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="font-size: small;"><strong><span style="color: #ff3300; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Personalidade e atitude também nos fazem parecer mais bonitos</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 7.5pt; color: #ff3300; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><strong></strong></span></p>
<p> </p>
<p style="tab-stops: 375.65pt;"><strong><span style="font-size: 7.5pt; color: #ff3300; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">por Rogério Schlegel (revista Vida Simples/editora Abril/agosto de 2004)</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Da boca para fora, Vinicius de Moraes não titubeava: &#8220;Beleza é fundamental&#8221;. Ele próprio, no entanto, tinha barriguinha aparente, fumava até amarelar os dentes e conseguia ser ao mesmo tempo meio careca e descabelado. Nem por isso o poetinha sofreu com falta de pretendentes. Vinicius é um bom exemplo de como são duvidosos os juízos sobre a beleza. Melhor pensar direito antes de adotá-los como verdade absoluta. Ou antes de sair perseguindo as formas de uma garota de Ipanema.</p>
<p style="text-align: justify;"> É verdade que nunca a imagem foi tão privilegiada, mas isso não quer dizer que sejamos reféns dos padrões dominantes de beleza. Primeiro, é preciso entender como esses padrões são criados. Sim, criados. Os lábios e, ah, as curvas da Gisele Bündchen podem parecer universais, mas nossa admiração por sua figura magricela é um traço cultural. Em segundo lugar, beleza não é só aparência física. Pesquisas mostram que atitudes bacanas e traços positivos de personalidade, como bom humor, fazem com que as pessoas sejam percebidas como mais bonitas. Quem está ao seu redor passa a misturar as qualidades, borrando as fronteiras entre os atributos estéticos e os de personalidade. E isso não é conversa de auto-ajuda para os feiosos. Essa confusão de sentidos, que faz o risonho parecer bonito, tem nome científico: chama-se perda da objetividade.</p>
<p style="text-align: justify;"> O melhor de tudo é que essa beleza expandida, que inclui o número de bons-dias que você dá e outros quesitos, pode ser cultivada. E não estamos falando de cumprir pena na academia de ginástica. A idéia é: ressalte o melhor que você tem por dentro e fique melhor por fora. &#8220;Você não precisa ser lindo para ser bonito&#8221;, afirma o cantor Wando, uma autoridade em matéria de beleza interior. Malhar a auto-estima, anabolizar a confiança e esculpir a autenticidade são tratamentos de beleza. Como costuma dizer a publicidade de cosméticos, &#8220;todos vão notar&#8221;. Não há um jeito certo de ser bonito, nem um jeito errado. Cada um encontra sua beleza.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">Padrão universal</span> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Falando assim, parece simples ser bonito. E é. Basta procurar os parâmetros do que é belo no lugar certo, ou seja, em você. Se deixar que os outros decidam isso, vai morrer esperando, porque a discussão sobre o que é beleza começou há séculos e não vai acabar nunca. Começa com os filósofos gregos, para quem a beleza estava ligada à virtude moral, o que, bem grosso modo, quer dizer o seguinte: se você é bonita, tem um narizinho arrebitado e aqueles olhos de que eu gosto tanto, provavelmente é também honesta, fiel e mais uma porção de boas coisas. A beleza estava no objeto. Só no século 18 foram perceber o óbvio: a beleza está nos olhos de quem vê. De fato, é fácil constatar isso: as madonas que pareciam lindas aos olhos dos pintores renascentistas são rechonchudas demais para os padrões anoréxicos da moda atual. Para quem não agüenta ver uma sueca ou um norueguês sem suspirar, saiba que os navegadores europeus assustavam muita gente. Para nativos da América, África e Ásia que nunca tinham visto europeus, eles pareciam fantasmas, com suas peles e cabelos claros.</p>
<p style="text-align: justify;"> Mas quem matou a charada foi o filósofo alemão Hegel, que disse, no século 19, que o prazer com o belo é um deleite narcísico. Em outras palavras: admiramos aquilo que é o reflexo de nós mesmos. &#8220;Em cada época, o que destoa do padrão vigente é considerado incômodo, estranho, feio&#8221;, diz Charles Feitosa, doutor em filosofia que pesquisa a estética do feio e autor do livro Explicando a Filosofia com Arte. &#8220;Aprender a relativizar o conceito de beleza é aprender a lidar com o outro, com o diferente&#8221;, diz.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">Beleza pura</span> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Mas houve quem procurasse um padrão estético absoluto, que fosse considerado bonito entre ocidentais de hoje e da Idade Média, entre ianomâmis e habitantes da Polinésia, entre nigerianos e japoneses. Nesse ramo do conhecimento, a estética, a matemática e a biologia são freqüentemente chamadas para ajudar na discussão.</p>
<p style="text-align: justify;"> Os antigos gregos e os renascentistas acreditavam que o belo poderia ser definido por equilíbrios geométricos. Bastava combinar de forma harmoniosa partes de tamanho apropriado. Eles trabalhavam até com uma receita de beleza baseada no equilíbrio espacial, chamada de proporção áurea. Por essa regra, bonito era ter nariz e orelhas com comprimento igual, e foi assim que as pessoas foram retratadas pelos artistas da Renascença. Hoje, essas antigas teses parecem simplistas, mas na verdade elas só foram substituídas por outras, que seguem em vigor, agora dando lucros aos cirurgiões plásticos, em vez de artistas. Tudo isso faz parte do esforço da humanidade para colocar ordem na grande confusão que é a realidade. Quem dera pudéssemos entender a beleza usando fórmulas matemáticas.</p>
<p style="text-align: justify;"> A biologia parece ter mais fôlego na explicação dos ideais de beleza. Tudo começa com Charles Darwin, pai da teoria da evolução, que no século 19 percebeu que os animais selecionavam parceiros sexuais pela aparência. Entre os cervos, por exemplo, machos com chifres simétricos são os preferidos. A aparência aí está relacionada à capacidade de gerar filhotes sadios e com maiores chances de sucesso na luta pela vida. Para muitos especialistas, também entre os humanos a beleza seria interpretada como sinal de bons genes. Um exemplo? Mulheres com cintura estreita são bonitas tanto para os índios peruanos do século 16 como para as francesinhas do século 21. O psicólogo Aílton Amélio, do Centro de Estudos da Timidez e do Amor, da Universidade de São Paulo, diz que a relação ideal entre cintura e quadril é 0,67 a 0,80 &#8211; ou seja, o ideal de beleza universal prevê cintura que tenha no máximo 80% da medida do quadril. É uma questão estética, que tem por trás uma explicação biológica: cinturas mais grossas geralmente indicam disfunções hormonais e menos chances de gerar filhos. As banhistas de Renoir, consideradas modelo de beleza ao tempo em que foram pintadas, estão no intervalo entre 0,67 e 0,80, segundo Amélio. Quer outra pista da universalidade? Quando ocidentais são mostradas a homens polinésios, eles consideram os corpos delas feios, mas as menos feias são justamente as que têm cintura fina.</p>
<p style="text-align: justify;"> No caso dos homens, é universalmente valorizado o espécime que tem ombros mais largos que o quadril e maxilar forte, quadrado. Também há estudos mostrando que rostos que consideramos bonitos em ambos os sexos chamam mais a atenção de bebês &#8211; mais um indício de atributos universais de beleza, pois as crianças muito pequenas nem experimentaram as influências da cultura. Em geral, sinais que indicam juventude, fertilidade e afirmação do sexo são considerados belos pelos grupos mais variados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">A ditadura da beleza</span> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Entre os fatores que influenciam a percepção de beleza, é a cultura que parece ter papel predominante na tirania contemporânea da aparência. Há um consenso de que é exagerada a importância que se dá aos traços físicos das pessoas, sobretudo no Ocidente. &#8220;Estamos esquecendo os valores éticos e outros aspectos do ser humano&#8221;, diz o filósofo Charles Feitosa. &#8220;Fala-se do aspecto físico como se estivesse em julgamento a qualidade da pessoa.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"> Algumas mudanças na economia e na sociedade ajudam a entender como chegamos até aqui. Vivemos na era pós-industrial, quer dizer, não é mais a indústria o centro da economia. Hoje, quem avança é o setor de serviços &#8211; o comércio, os bancos, o turismo, o lazer. Num mundo com menos operários de macacão e mais mocinhas atrás dos balcões, a aparência conta muito mais. Também o salto tecnológico nas comunicações cria um ambiente em que a imagem é tudo. Basta olhar os telefones celulares à sua volta, a cada dia com mais truques para transmitir imagens. Antes você descrevia a pessoa amada para um amigo, agora vai mostrar a foto dela no celular. É bem diferente, concorda? Também vivemos uma individualização crescente, com as pessoas cada vez mais isoladas e com menos trocas humanas. Passamos a ser julgados menos pelo que somos e mais pelo que, à distância, parecemos ser.</p>
<p style="text-align: justify;"> O resultado disso é que o padrão dominante de beleza, inventado por uma meia dúzia e divulgado por outra meia dúzia, contaminou todos os ambientes. Você liga a televisão e lá estão as bonitonas e os saradões no papel de vencedores. Você é bombardeado por peças publicitárias que associam comunhão familiar e beleza, dinheiro no bolso e beleza, ser amado e beleza, felicidade e beleza. O pior é quando isso sai da TV e alcança sua vida. Pesquisa publicada em 1994 pela revista americana American Economic Review mostrou que pessoas consideradas bonitas ganham salários em média 10% mais altos do que as feias. Você se pergunta então se belos traços físicos significam tratamento melhor no dia-a-dia e fica sabendo do teste da moeda feito por psicólogos norte-americanos. Ao encontrarem 10 centavos intencionalmente deixados numa cabine telefônica, 87% dos ocupantes devolveram a moeda quando apareceu uma mulher bonita perguntando por ela. Só 60% fizeram o mesmo por uma mulher tida como feia.</p>
<p style="text-align: justify;"> Mas chega de falar do problema. Já dissemos que há padrões aparentemente universais de beleza, que outros são criados pela cultura e que há hoje uma ditadura da imagem, que influencia, de fato, a vida de todos. Tudo isso nos empurra para que nos encaixemos nos padrões de beleza. Mas não estamos sem alternativas. Há várias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">Encontre sua beleza</span> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Comece por não se deixar levar só pela aparência. Explicando melhor: contrariando a primeira impressão, os atributos unicamente estéticos não são o principal quesito usado pelas pessoas para avaliar as outras. Pesquisa em 37 países sobre o que homens e mulheres consideravam mais importante na hora de escolher o parceiro amoroso deu que, para os homens, a boa aparência é o décimo quesito, atrás de estabilidade emocional, inteligência e sociabilidade, por exemplo. Entre as mulheres, ficou em 13º, ultrapassada por elegância, ambição e boa perspectiva financeira.</p>
<p style="text-align: justify;"> Mesmo em carreiras em que o visual conta muito, a beleza está longe de ser o único critério de avaliação. &#8220;A maioria dos modelos e artistas sofre demais para se adequar a um padrão estabelecido&#8221;, diz o modelo Paulo Zulu. &#8220;Mas o visual pode ser o cartão de entrada e também o cartão de saída. O que fica é o caráter.&#8221; Para os repórteres e apresentadores de televisão, por exemplo, simpatia, naturalidade e, sobretudo, credibilidade são atributos até mais importantes do que um rosto bonito. &#8220;Há casos de gente que desponta usando apenas a aparência, mas esses acabam sendo sucessos passageiros&#8221;, afirma Luciana Lancellotti, repórter da Rede Record &#8211; uma profissão que requer boa apresentação. &#8220;Não adianta nada ser maravilhoso e não criar uma relação de proximidade com o espectador.&#8221; O cantor Wando diz que há espaço de sobra para artistas como ele. &#8220;Não sou lindo. Sou um tipo latino, que se bobear fica meio gordinho. Meu forte é a comunicação, e é isso que faz a beleza da gente ficar grande.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">A beleza expandida</span> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Wando toca num ponto fundamental: as atitudes e o astral são capazes de deixar você mais bonito. Tire proveito dessa miopia benigna que faz com que suas qualidades todas sejam percebidas pelos outros como beleza. É científico. Experiências demonstram que a avaliação da aparência varia com o contato interpessoal. A mesma pessoa dá notas diferentes para as características físicas de alguém antes e depois de conhecê-lo. Uma presença agradável afeta positivamente essa avaliação, &#8220;embelezando&#8221; uma pessoa antes avaliada apenas por foto. Está aí um convite para você explorar seu potencial. Abuse de seu bom humor, dê asas a sua simpatia, seja positivo e coloque seu lado bom lá para cima. Nada mais bonito do que alguém que está de bem com a vida, pouco importando a relação entre o tamanho de sua cintura e o de seu quadril. &#8220;De que vale uma bela aparência, se a pessoa não está bem com ela mesma?&#8221;, diz a atriz Luciana Vendramini. Mais ainda: como é possível ter uma boa aparência sem estar de bem com a gente mesmo?</p>
<p style="text-align: justify;"> É preciso lembrar que todos temos defeitos, incompletudes, pontos fracos, mesmo o Brad Pitt. &#8220;Se você conhece seus limites e seus pontos fortes e é capaz de aceitá-los todos, será visto como alguém mais bem resolvido e mais bonito&#8221;, avalia o psicanalista Cláudio Bastidas, autor do livro Outra Beleza, sobre psicanálise, literatura e estética. &#8220;O inverso também é verdadeiro: quem não se aceita transmite desconforto&#8221;, diz ele.</p>
<p style="text-align: justify;"> Entre todas as qualidades lembradas pelos especialistas, a auto-estima e a autoconfiança costumam ser as armas mais poderosas na busca por essa beleza ampliada. Simples. Ambas têm um impacto direto na sua maneira de encarar o mundo e na forma como as pessoas percebem você. Quem resiste a quem olha no olho, fala de maneira enfática, mostra firmeza sem ser rude e exibe serenidade sem ser apagado? A questão é que não basta interpretar, é preciso ser seguro de fato. Esses sinais de autoconfiança aparecem nos pequenos detalhes, como na forma de gesticular ou no timbre da voz. Não dá para fingir &#8211; nem seria o caso. Gostar de si mesmo e confiar na própria capacidade podem ter efeitos mágicos em sua receita de beleza. Tanto assim que há quem acredite que vem daí parte do poder de quem tem características físicas privilegiadas. &#8220;Se uma pessoa se sente bonita, ela desenvolve uma autoconfiança maior e isso reforça sua atitude no trabalho&#8221;, afirma Maria Irene Betiol, professora de psicologia da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas. &#8220;Em geral, uma pessoa que se acha bonita é mais segura de saída e por causa disso deixa fluir com mais facilidade sua competência.&#8221; Haveria assim uma espécie de &#8220;efeito Tostines&#8221;: a pessoa é segura porque é bonita ou parece mais bonita por ser segura?</p>
<p style="text-align: justify;"> Na sedução, boas doses de confiança e dedicação costumam levar mais longe do que um rostinho bonito. &#8220;O sujeito que poderia ser considerado fisicamente feio tem armas que o bonito nunca vai desenvolver&#8221;, avalia o jornalista e escritor Xico Sá, autor do livro A Divina Comédia da Fama. Ele exemplifica: o segundo tipo é mais paciente e aplicado, mais caprichoso no sexo e não costuma escorregar no egocentrismo, como faz o homem bonito. &#8220;O Rodrigo Santoro vai para ganhar por nocaute. Já o cara feio tem de ganhar por pontos e precisa ter mais consistência&#8221;, diz Xico, que se autodefine como um &#8220;suposto feio&#8221;. Para o escritor, não há dúvida de que as mulheres mais atraentes não são necessariamente as mais belas fisicamente. &#8220;Entre uma modelo sem um pingo de safadeza e outra mulher mais gordinha e insinuante, fico com a segunda sem vacilar.&#8221; O fundamental na avaliação dele é não entregar os pontos à ditadura do físico. &#8220;Não critico quem faz plástica ou põe silicone, mas é mais saudável você descobrir onde está sua beleza particular&#8221;, diz Xico.</p>
<p style="text-align: justify;"> Perceber quem você é passa a ser fundamental na busca dessa beleza expandida. É preciso descobrir sua identidade. Nesse quesito, o caso do ator Raul Cortez é lembrado pelo psiquiatra Cláudio Bastidas. Embora não se aproximasse do protótipo de beleza masculina, Cortez assumiu seu tipo físico e fez papéis de galã quando era mais jovem. Além disso, a pluralidade da sociedade, com sua riqueza de visões e grupos diferentes, é um bom estímulo para que cada um procure sua turma. Cada tribo tem sua leitura do que é bonito e de que atitudes são valorizadas. Os sociólogos têm musas diferentes dos skatistas, cuja estética é bem diversa da dos surfistas. Saiba ser diferente e procure os diferentes iguais a você.</p>
<p style="text-align: justify;"> Na busca de sua autêntica beleza, você pode até concluir que vale a pena tentar se aproximar do padrão estético dominante. Isso de fato tornará você mais feliz? A maior parte dos especialistas não vê nada de errado em caprichar no visual, desde que essa aposta não se transforme em algo doentio. &#8220;A preocupação com a aparência física é saudável, é uma afirmação da vida. O que não podemos é exagerar, supervalorizar o corpo e esquecer todo o resto&#8221;, afirma o filósofo Charles Feitosa. É fundamental perceber que há valores mais nobres em jogo, especialmente a sua felicidade. E, nesse ponto, Vinicius de Moraes é incontestável: é melhor ser alegre que ser triste.</p>
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