Cine-Café anuncia próximo filme: O Jarro

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ojarro
 
A próxima sessão do Cine-Café será apresentada no dia
7 de agosto, às 20h
 
O Jarro (Khomreh, 1992)
Numa escola do deserto, o jarro que serve para as crianças matarem a sede trinca. O fato mobiliza as pessoas do vilarejo, cada uma com uma reação diferente. Rodado num aldeia do escaldante deserto iraniano, o filme contou com a participação de atores não profissionais que, até então, mal conheciam o cinema.  

Direção: Ebrahim Forouzesh 

Gênero: Drama

País de produção: Irã

Duração: 86 mim Cor

Classificação: 12 anos

Horário: 20h

Ingresso: R$ 2,00

End.: Av. Duque de Caxias, entre a Tribuna do Norte e o Procon-RN. Ribeira. Natal-RN.

Uma lição de simplicidade

Qualquer situação, por mais simples que seja, pode gerar um filme. O Jarro, filme do cineasta iraniano Ebrahim Foruzesh, é a prova disso.

Um jarro de água que serve para as crianças de uma escola no meio do deserto matarem a sede trinca, e a rachadura deve ser consertada.

Boa surpresa oriental

O cinema iraniano é a melhor descoberta dos críticos ocidentais do cinema atual. O diretor Ebrahim Foruzesh, é também o autor do roteiro do filme e dirigiu, por 18 anos, o Instituto para o Desenvolvimento Intelectual de Crianças e Jovens, algo que a narrativa deixa transparecer.

Como Mohsen Makhmalbaf (de Gabbeh) e Jafar Panahi (de O Balão Branco), todos os realizadores do Irã devem muito ao caminho aberto por Abbas Kiarostami, que projetou o cinema iraniano no circuito internacional com seus filmes sobre crianças, Onde Fica a Casa do Meu Amigo e E a Vida Continua.

Todos esses cineastas, dentro dos limites impostos pelo islamismo, recuperaram formas cinematográficas primitivas, adequadas ao orçamento das produções possíveis no país.

Reconhecimento internacional

Premiado com o Leopardo de Ouro do Festival de Cinema de Locarno (Suíça), em 1994, e com o prêmio do júri da 18ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, O Jarro é, por seu tema e forma, o mais bressoniano dos filmes aqui chegados do Irã.

A luz forte do deserto, o miserabilismo das condições de vida das famílias a que pertencem as crianças da escola e a sutileza com que os sentimentos são expostos conduzem ao ascetismo do cinema de Robert Bresson, reaizador francês conhecido como o cineasta da alma. Sem pieguice e com a dureza que o tema exige, Foruzesh faz de O Jarro uma aula de cinema. (Agência RBS) do site http://www.terra.com.br/cinema/drama/jarro.htm

A T U A L I Z A D O    P O R     E L I A D E    P I M E N T E L

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