Cine-Café anuncia próximo filme: O Jarro
Direção: Ebrahim Forouzesh
Gênero: Drama
País de produção: Irã
Duração: 86 mim Cor
Classificação: 12 anos
Horário: 20h
Ingresso: R$ 2,00
End.: Av. Duque de Caxias, entre a Tribuna do Norte e o Procon-RN. Ribeira. Natal-RN.
Uma lição de simplicidade
Qualquer situação, por mais simples que seja, pode gerar um filme. O Jarro, filme do cineasta iraniano Ebrahim Foruzesh, é a prova disso.
Um jarro de água que serve para as crianças de uma escola no meio do deserto matarem a sede trinca, e a rachadura deve ser consertada.
Boa surpresa oriental
O cinema iraniano é a melhor descoberta dos críticos ocidentais do cinema atual. O diretor Ebrahim Foruzesh, é também o autor do roteiro do filme e dirigiu, por 18 anos, o Instituto para o Desenvolvimento Intelectual de Crianças e Jovens, algo que a narrativa deixa transparecer.
Como Mohsen Makhmalbaf (de Gabbeh) e Jafar Panahi (de O Balão Branco), todos os realizadores do Irã devem muito ao caminho aberto por Abbas Kiarostami, que projetou o cinema iraniano no circuito internacional com seus filmes sobre crianças, Onde Fica a Casa do Meu Amigo e E a Vida Continua.
Todos esses cineastas, dentro dos limites impostos pelo islamismo, recuperaram formas cinematográficas primitivas, adequadas ao orçamento das produções possíveis no país.
Reconhecimento internacional
Premiado com o Leopardo de Ouro do Festival de Cinema de Locarno (Suíça), em 1994, e com o prêmio do júri da 18ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, O Jarro é, por seu tema e forma, o mais bressoniano dos filmes aqui chegados do Irã.
A luz forte do deserto, o miserabilismo das condições de vida das famílias a que pertencem as crianças da escola e a sutileza com que os sentimentos são expostos conduzem ao ascetismo do cinema de Robert Bresson, reaizador francês conhecido como o cineasta da alma. Sem pieguice e com a dureza que o tema exige, Foruzesh faz de O Jarro uma aula de cinema. (Agência RBS) do site http://www.terra.com.br/cinema/drama/jarro.htm





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