Natal “das antigas”
A amiga Emily Dantas enviou ao blog um catatau de fotos da Natal antiga. Dentre as quais, encontramos uma que mostra o nosso querido Edifício Bila, ao lado da Câmara Municipal da época (atual Procon-RN). É uma delícia e também um pouco triste voltar no tempo, principalmente ao nos depararmos com casarões tão lindos que sucumbiram à especulação imobiliária.
(Texto de Marcílio Medeiros, publicado em http://portalliteral.terra.com.br/artigos/manoel-dantas-o-futurista-potiguar).
No dia 21 de março de 1909, há exatos cem anos, o jornalista e juiz Manoel Dantas (1867-1924), nascido em Caicó – RN, conseguiu reunir a elite da capital potiguar para assistir a palestra conferência Natal Daqui a Cinquenta Anos. Em sua fala, o orador antevia o que aconteceria à cidade em meio século, para uma platéia curiosa, que pagou para ouvi-lo, reunida no salão nobre do Palácio do Governo. Umas, efetivamente, se concretizaram, algumas além da data prevista, outras não. Ele antecipou que a televisão, a qual chamava de fotografia à distância, iria transmitir, em tempo real, espetáculos que estivessem acontecendo do outro lado do mundo. Acreditava que Natal se tornaria cosmopolita, com visitantes advindos de diversos lugares do planeta, o que vem ocorrendo com a transformação da cidade, a partir do final dos anos 90, em um dos principais destinos turísticos do Nordeste. A zona norte, separada do núcleo central pelo Rio Potengi, passaria por um processo de ocupação crescente e é, hoje, de fato, uma das áreas mais importantes de expansão urbana.A notícia ruim ficava por conta do Perigo Iminente, como ele chamava o cinturão de dunas que vai do bairro de Petrópolis até a Zona Sul (hoje, Parque das Dunas) que iria soterrar o lugar, caso nenhuma providência fosse tomada. Na época da construção da Via Costeira, avenida que margeia o Parque das Dunas, os ecologistas alegaram que, caso as obras prosseguissem, a cidade iria ser invadida pela areia. Coincidência? O que é certo é foram realizados serviços de contenção, com a instalação de cercas e recomposição da vegetação. Em maio do mesmo ano, Manoel Dantas viria, ainda, a publicar, no jornal A República, do qual era diretor, a tradução que havia feito do Manifesto Futurista, de Marinetti, lançado originalmente em 20 de fevereiro de 1909, no Le Figaro.
Perigo Iminente - Para comemorar o centenário do evento, a editora Flor do Sal publicou a revista Perigo Iminente, contendo artigos sobre a palestra e a cidade em 1909, e projeções de escritores e jornalistas locais da Natal de 2059. A publicação traz também fotografias de Manoel Dantas, da Natal do passado e do presente, trabalhos de artistas plásticos e o fac-símile da primeira edição da palestra.















Olá, adorei ver as imagens de Natal nos anos 50, adoro a nossa história e por isso fico muito feliz que pessoas como vocês invistam em tratar da nossa história, desejo muito sucesso.
Bjos
Amanda Larissa
Salve Nata. Minha amada mais bela cidade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!l
Fiquei muito emocionado com essas fotos.Os bairros antigos de Natal e suas arquiteturas estão desaparecendo do ponto de vista histórico. No largo do Colégio Atheuneu Um tradicional sobrado de esquina na Rua Potengi nº 543-Petrópolis com a Rua Campos sales será demolido por uma Construtora do Ceará. Esse sobrado situado na Rua Potengi nº 543-Petrópolis tem aproximadamente 100 (cem) anos. Esse sobrado com quase 100 anos fica em frente ao Residencial OtHon Ozório. Também no Largo do Colégio Atheuneu uma casa antiga situada na Rua Campos Sales nº 394-Petrópolis será demolida por essa mesma construtora do Ceará. Fico refletindo como ficará o Sítio histórico de Natal. Atenciosamente, Esmeraldo Bezerra Cavalcanti Tomaz Villas-Boas, advogado e ex-professor de Inglês da SCBEU-SOCIEDADE CULTURAL BRASIL ESTADOS UNIDOS.
Oi, prof. Esmeraldo! Obrigada pela visita ao blog e é com pesar que, nós, equipe Café Salão, assistismos impassíveis à demolição (literalmente falando) da história arquitetônica de Natal. Continue nos visitando e aproveite para nos fazer uma visita no Café Salão real, situado na avenida Duque de Caxias, 110, Ribeira. (Ass. Eliade Pimentel – jornalista responsável pelo blog).
Como Presidente da Fundação Amigos da Ribeira me sinto na obrigação de parabenizar pela brilhante iniciativa.
E vamos ser parceiros !!! Salve a Ribeira e seus encantos.
Que maravilha poder ver um pouco do passado em fotos antigas. Posso ver através delas e imaginar meus pais ainda jovens. É emocionante…Isso me faz também imaginar o quanto era magestoso andar nas ruas, com vestimentas comportadas, chapéus e paletós. Existia mais respeito. Que saudades dos meus avós e daqueles que já não estão entre nós. De qualquer forma, me senti perto de tudo aquilo que já não existe mais. Parabéns pela linda exposição. abraços.
Faz tempo que não vou à Natal, onde vivi minha infãncia, adolescêcia, estudei e me casei. Hoje. longe dela fico a meditar porque pessoas como você ao invês de se conformarem com a especulação imobiliária, não fazem valer a cidadania e fazem um moviumento ou uma ação púnlica para presrvar o que Natal tem de histórico. A construtora do Ceará é citada, mas o natalenses não fazem como os fortalezenses, que mesmo sem ter uma cidade histórica, proibem que se mexam em qualquer prédio do centro. Falçam e revitalizar mas nunca demolir e olhem que Fortaleza é uma porcaria em termos de centro e de urbanismo, com ruas estreitas e sujas.
Ver essas fotos é viver uma époica de ouro unde Natal era bucólica e o Alecrim, Centro (cidade Alta) e Ribeira, era os principais lugares de comercio. Morei na Rua Jundiaí e estudei no Ginásio São Luis (do Mons. Eymard) e no Marista, Na époica o “Grande Ponto” era o lugar chic para discutir poilítica e esportes. Luares como o Café Maia, na Jõao Pessoa e Café São Luis na Princesa Isabel,marcaram época.
Saudade.
Desculpem os erros, mas a emoção me fez digitar sem a devida correção.Não eseprava encontrar esse tipo de registro histórico aqui. Parabens.
saí de Natal, ha53 anos onde nasci viví, casei e partí mas deixei por lá a alma de uma menina que sonhou ser feliz noutro lugar , mas onde se deixa a alma ,se deixa tambem tds os sonhos demoro muito a ir até lá,mas quando vou , nossa que saudade de td que lá viví da casa do meu avôque já não existe na velha e amada AV:UM no bairro do Alecrimonde sonhei tds os sonhos juvenis,junto aos colegas do Ateneu,tambem do ginasio 7 de setenbrodo pro Fagundes Dr Nogueira e tantos outros que não da pra falar em tds,estudei tambem no colégio Batista do pro;Gabino brelazonde com muita saudade lembro dos colegas, amigos e até namoradinhos nos tempos da inocençia como Leon Diniz, Odulio botelho e de Carlos Gomes que cantava bem demaisé este a Natal das minhas melhores lembranças graças a Deus tenho minha familia lá em breve voltarei pra não morrer de saudade.
Interessante vê imagens da Natal antiga, muito importante preservar a história de nossa terra. Vale muito tal iniciativa, obrigado a vocês por tal empenho.
Caro amigo, muito obrigado pela contribuição com estas belas fotos da nossa querida Natal. Apesar de ter nascido em meados dos anos sessenta, admiro muito essas memórias; gostaria que tivessem sido preservados. Trabalhei com um colega que mora no bairro de brasilia teimosa,e ele conta que nos anos sessenta tinha um poço de agua doce em plena praia dos artistas de onde eles tiravam agua prá beber.
Na década de oitenta, numa das grandes marés em que foi arrastado uma grande quantidade de areia, o poço apareceu, pelo menos o que restou dele.
Abraços.
quanto é lamentavel a destruição de casarões de valor inestimavel, é como rasgar as páginas de um belo livro de historias.
Mauricio amirador e estudioso da historia de natal.
Oi, Maurício! Seu comentário é muito pertinente porque é exatamente dessa forma que pensamos. Agradecemos o contato e escreva sempre que puder…. Apareça para nos ver!
Visitem minha página no flickr. Lá, posto toda semana, uma foto de “Natal de antigamente”. É só abrir esse link, http://www.flickr.com/photos/brasilianer2000/
Mui legais as fotos da “Cidade do Natal do Ryo Grande” como era chamada no período colonial. Pena que não foi publicada nenhuma foto do bairro do Alecrim, o “Nau do Refoles” de antigamente.
Abaixo segue meu endereço se alguem se interessar enviar-me, agradeceria muito.
Obrigado
Job Neto
(Cavaleiro do Refoles)
jobnetto@hotmail.com
Alecrim-Natal, 02-01-2012