Pedra da Boca: uma viagem ao interior
Como já definiu o compositor Zeca Baleiro, a beleza transcende os limites de um salão de beleza. Apostando nisso, o blog Café Salão sugere aos leitores/clientes uma pequena fuga da rotina diária. Que tal sair em busca de aventuras em meio a trilhas, escaladas e descidas radicais nas pedras que compõem o Parque Estadual Pedra da Boca? A saúde da alma agradece as emoções despertadas pela natureza e esses sentimentos serão refletidos na pele, no cabelo e no astral dos aventureiros.
No estado vizinho Paraíba, encontramos um destino ideal para viagens a dois, em família ou entre amigos. Depois de pegar a estrada (escolha o melhor caminho no texto abaixo) com destino a Passa e Fica, cidade norte-rio-grandense localizada na fronteira, observa-se o acesso para a Pedra da Boca, a 4km da rodovia RN 092. Isso quer dizer que o melhor acesso ao parque estadual paraibano, que pertence ao município de Araruna-PB, fica no RN.
Chegando à entrada, procurar o guia “Seu” Tico, porque ele dispõe de um camping a poucos metros do parque. É como se a magnífica Pedra da Boca fosse nada menos do que o quintal de seu Tico e dona Nazaré, o casal que conduz com muita simpatia o restaurante e camping Pedra da Boca. Tudo é muito simples e acessível. Ele próprio guia os grupos para as trilhas. São várias, para várias pedras. Como cada pessoa conhece seus limites, ele descreve as trilhas e os grupos definem qual tipo de aventura desejam.
As caminhadas são realizadas em períodos curtos de tempo (trinta minutos), médios (duas horas) ou longas (sete horas), com direito a macambiras (espécie espinhenta) por todo o caminho, e diversos tipos de plantas como as urtigas, as quais requerem muita atenção porque causam alergia. Mesmo sem equipamentos de escalada, é possível subir até o cume de algumas pedras famosas, como a da Santa, pelas trilhas de pedregulhos, terra e folhagens. O visual lá de cima é lindo, deslumbrante, e dá aquele orgulho lembrar que foi necessário subir a pé para estar ali.

A Pedra da Caveira fica próximo ao acampamento e o passeio dura menos de trinta minutos. Boa para iniciar na escalada e rapel
São necessários pelo menos dois dias para conhecer e desbravar a Pedra da Boca, embora todos que vão ficam com gostinho de quero-mais, deixando alguma coisa para depois. Quem é experiente com escalada e rapel, costuma levar seu material. Do contrário, os contatos podem ser feitos com instrutores no local. Dá para se informar com antecedência e até marcar as aventuras com os guias. Quem vai à Pedra, tem sempre o que fazer. Basta ter disposição.
Quando está muito ocupado, seu Tico dá as dicas para quem se aventura sozinho, mas o melhor é não se arriscar. Na entrada oficial do Parque, situada a alguns metros do camping, algumas pessoas da comunidade estão sempre de prontidão para atender os turistas. O trabalho é voluntário e cada visitante recompensa como achar melhor. Desta forma, é mais seguro, porque existem algumas “armadilhas” na mata e até nas grutas.

Agradecimentos a Denize Cazé, líder do grupo de João Pessoa que se aventurou, sem guia, a fazer a trilha do santuário

Acompanhando o grupo, seguimos eu (a repórter), com meu namorado Wendell Batista, que se mostrou imprescindível na trilha, muito atencioso ao ponto de ser elogiado pela atenção dispensada a todos, e a minha garotinha Alice, conseguimos subir a Pedra da Santa antes de voltarmos para o camping. Inesquecível. Dava para ver quase todas as pedras, menos a frente da Pedra da Boca
No camping, é possível armar as barracas numa varanda, com piso regular, ou no gramado. O restaurante serve café, almoço e jantar, a preços acessíveis. A comida é forte, com sabor regional, talvez um pouco pesada para quem não é acostumado, mas ideal para enfrentar as trilhas.
Serviço:
Camping Pedra da Boca – Tel: (84) 9967-5037 (falar com Seu Tico ou Dona Nazaré). Taxas (por pessoa). Camping: R$ 4,00; café da manhã: R$ 6,00; almoço: R$ 8,00; e jantar: R$ 6,00.
O que levar:
• Roupas confortáveis, tendo o cuidado de sempre colocar duas peças: uma malha, para evitar o contato entre as pernas, e uma calça ou bermuda para usar por fora. Essa dica também vale para os homens!
• Barraca, colchonete, lençóis, toalha, roupas para trocas, meias (levar bastante pares, de quatro a cinco para um final de semana), tênis com solado anti-derrapante e sandália tipo “papete”, que pode ser usada caso o tênis provoque bolhas nos pés. Nesse caso, usar com meias grossas para protegê-los.
• Protetor solar, repelente, pomadas para assaduras (Hipoglós e similares), gel para contusões, curativos tipo “band-aid”, álcool-gel a 70º para desinfecção de ferimentos ou simplesmente para limpar as mãos, sabonete antibacteriano.
• Máquina ou filmadoras;
• Bonés (ou viseiras) e óculos escuros.
• Alimentos nutritivos, como barrinhas de cereais, granola e frutas, para as trilhas, além de água.
• Lanternas e cordas apropriadas para escalada e rapel.
• D – I – S – P – O – S – I – Ç – Ã – O ! ! !
Como chegar:
De carro – Para sair de Natal-RN rumo à Passa e Fica, os acessos são os seguintes: BR 226 seguindo até a cidade de Tangará, onde entra-se à esquerda e segue-se a RN 092, passando pelo município de São José de Campestre, chegando a Passa e Fica, totalizando 119 km; o outro acesso é a BR 101, seguindo até a cidade de Goianinha, onde entra-se à direita e segue-se a RN 078 até a cidade de Santo Antônio, onde entra-se à esquerda e segue-se a RN 269 até o município de Nova Cruz, onde entra-se a direita e segue-se a RN 269, passando-se por distritos do município de Nova Cruz e distritos do município de Passa e Fica, totalizando 126 km. Segue até entrada da Pedra da Boca, localizada à direita da pista, no sentido Natal/Passa e Fica.
De ônibus – Viação Nordeste, saindo da rodoviária de Natal, com destino a Guarabira-PB, nos horários de 5h30, 12h e 14h45. O valor do bilhete, com taxa de embarque, é R$ 16,70. O telefone da empresa, na rodoviária, é (84) 3205-6161. A pessoa deve pedir para o motorista parar na “entrada da Pedra da Boca”, distante 4 km da rodovia. Quem tem disposição, vai a pé, do contrário, pode descer no centro da cidade e pegar um moto-taxi, ao preço de R$ 4,00 por pessoa.
Créditos:
Texto: Eliade Pimentel
Fotos: Denize Cazé (grupo) e reproduções.





Lyli, vc contando já deu agua na boca, vendo as fotos e a matéria então, ai ai… que vontade que dá… hunn vlw DICA, amiga. bjus